Psicologia On-line: Como Viver em Quarentena Com Saúde Evitando Estresse, Ansiedade, Depressão e Insônia

Psicologia On-line: Como Viver em Quarentena Com Saúde Evitando Estresse, Ansiedade, Depressão e Insônia Recebemos muitos pedidos de socorro de pessoas que estão vivendo em quarentena, em várias cidades e países. Algumas dando relato de grave ansiedade, de depressão e de insônia. Muitas sem nenhum acompanhamento de psicólogo. Por isso, Leia mais…

Psicologia e a Forças das Emoções no Nosso Corpo, Comportamento e Funcionamento Psicológico

Psicologia e a Forças das Emoções no Nosso Corpo, Comportamento e Funcionamento Psicológico Neste vídeo reflito sobre uma pergunta que foi enviada pelo expectador Boris Raichel (lá do YouTube). A ideia é pensar o quanto as emoções exercem influência sobre o nosso corpo (físico), comportamento e funcionamento psicológico como um todo. Leia mais…

O tratamento da ansiedade por intermédio da acupuntura: um estudo de caso

 

acupuntura-efetiva-tradicional-cientificica-curso-formacao-online-certificado-mp3-garantia-jogos-virtuais-quiz-portaldr-alex-tavares (13)

O tratamento da ansiedade por intermédio da acupuntura: um estudo de caso

Autor:

  • André Luiz Picolli da Silva – Psicólogo, Mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Santa catarina, Florianópolis, SC– Brasil. Especialista em Acupuntura pelo Instituto Brasileiro de Acupuntura e Moxabustão de Porto Alegre, Porto Alegre, RS – Brasil. Professor de Psicologia da Universidade Federal do Pará – campus de Marabá, Marabá, PA – Brasil.
  • Endereço para correspondência – Rua São Francisco, n° 2401 apt. “B” – Bairro cidade Nova. CEP: 68501-690 – Marabá, PA – Brasil. E-mail: [email protected]
  • Artigo publicado na Revista Ciência e Profissão – CFP.

O tratamento da ansiedade por intermédio da acupuntura: um estudo de caso

RESUMO

A ansiedade é um fenômeno amplamente estudado no ocidente pela Psicologia, pela psicanálise e pela Medicina. caracteriza-se por um estado subjetivo desagradável de inquietação, tensão e apreensão. Embora a terminologia ansiedade não seja encontrada na literatura da medicina tradicional chinesa, os sintomas descritos são amplamente estudados. Tal literatura considera essa patologia metaforicamente uma desarmonia do espírito, e apresenta uma série de possibilidades de intervenções por técnicas tradicionais como a acupuntura. O objeto deste artigo é relatar o tratamento realizado por meio da acupuntura a uma paciente que apresentava transtorno de ansiedade. Após a identificação dos sintomas de ansiedade, realizados pela queixa da paciente e pela análise clínica embasada no DSM IV, foram realizadas 10 sessões de acupuntura tradicional chinesa, utilizando como referencial teórico a literatura clássica da medicina chinesa. Os resultados obtidos foram a diminuição parcial dos sintomas a partir da quarta sessão e uma significativa melhora da paciente, com o relato do alívio dos sintomas a partir da sexta sessão de tratamento.

Palavras-chave: Acupuntura, Ansiedade, Terapia complementar, Saúde.

The treatment of anxiety through acupunture: a case study

ABSTRACT

Anxiety is a phenomenon widely studied in the West by psychology, psychoanalysis and medicine. It is characterized by an unpleasant subjective state of worry, tension and apprehension, in which it is difficult to relax. Although the terminology anxiety is not found in the literature of chinese traditional medicine, the described symptoms are studied widely. Such literature considers that pathology metaphorically as a discord of the spirit and presents a series of possibilities of interventions for traditional techniques as the acupuncture. The objective of this article was the treatment accomplished through acupuncture to a patient that presented anxiety disorder. After the confirmation of the diagnosis 10 sessions of chinese traditional acupuncture were accomplished, using as theoretical reference the classic literature of chinese medicine. The results were the partial suppression of the symptoms starting from the fourth session and a total recovery of the patient by the disappearance of all of the symptoms starting from the sixth treatment session.

Keywords: Acupuncture, Anxiety, Complementary therapy, Health.

El tratamiento de la ansiedad por intermedio de la acupuntura: un estudio de caso

RESUMEN

La ansiedad es un fenómeno ampliamente estudiado en el occidente por la Psicología, por el psicoanálisis y por la Medicina. Se caracteriza por un estado subjetivo desagradable de inquietud, tensión y aprehensión. Aunque la terminología ansiedad no sea encontrada en la literatura de la medicina tradicional china, los síntomas descritos son ampliamente estudiados. Tal literatura considera esa patología metafóricamente una desarmonía del espíritu, y presenta una serie de posibilidades de intervenciones por técnicas tradicionales como la acupuntura. El objeto de este artículo es relatar el tratamiento realizado por medio de la acupuntura a una paciente que presentaba trastorno de ansiedad. Después de la identificación de los síntomas de ansiedad, realizados por la queja de la paciente y por el análisis clínico basado en el DSM IV, fueron realizadas 10 sesiones de acupuntura tradicional china, utilizando como referencial teórico la literatura clásica de la medicina china. Los resultados logrados fueron la disminución parcial de los síntomas desde la cuarta sesión y una significativa mejora de la paciente, con el relato del alivio de los síntomas desde la sexta sesión de tratamiento.

Palavras clave: Acupuntura, Ansiedad, Terapia complementar, Salud.

 

acupuntura-efetiva-tradicional-cientificica-curso-formacao-online-certificado-mp3-garantia-jogos-virtuais-quiz-portaldr-alex-tavares (2)

O tratamento da ansiedade por intermédio da acupuntura: um estudo de caso

A medicina tradicional chinesa e, mais especificamente, a acupuntura, ainda são campos de estudos pouco conhecidos pelos psicólogos brasileiros. Somente depois da regulamentação do uso da acupuntura como técnica complementar, pelo Conselho Federal de Psicologia, com a Resolução CFP nº05/2002, foi que a mesma começou a despertar o interesse dos psicólogos que trabalham no âmbito clínico e da saúde.

A acupuntura é um dos muitos elementos que compõem a Medicina Tradicional chinesa (MTC), que também utiliza práticas como a massagem, a fitoterapia, exercícios físicos e respiratórios, como o tai chi chuan e o qi qong, para promover a saúde física, psíquica e espiritual do indivíduo. De acordo com Campiglia (2004), Vectore (2005) e Silva (2007), a medicina tradicional chinesa e, portanto, a própria acupuntura, se baseia no princípio de que o homem deve estar em harmonia com as forças primordiais da natureza, que os chineses chamam de yin e yang (dois princípios opostos e complementares que compõem todo o universo), sendo que essa harmonia gera um equilíbrio que pode ser traduzido como saúde, e, por sua vez, o desequilíbrio, como doença. O princípio básico da acupuntura sustenta que o equilíbrio é mantido no corpo humano por meio do fluxo suave de uma energia denominada pelos chineses qi, bem como pelo fluxo, também suave, pelo corpo, do sangue, denominado pelos chineses como xue. Problemas ambientais, alimentares, emocionais ou espirituais podem causar algum tipo de alteração na circulação do qi e do xue no organismo, originando assim algum tipo de disfunção ou patologia. A partir do momento em que alguma patologia esteja instalada no organismo, uma das formas de eliminá-la ou de minimizá-la seria a inserção de agulhas em pontos específicos do corpo, que tem a propriedade de restabelecer esse fluxo suave, ou seja, pela prática da acupuntura (Silva, 2007; Xinnong, 1999).

Tendo esse princípio como base, qualquer tipo de disfunção ou patologia, como, por exemplo, a ansiedade, pode ser tratada por intermédio da acupuntura; porém, realizar o tratamento de uma patologia como a ansiedade pela acupuntura talvez não seja um procedimento tão simples de realizar como possa parecer em um primeiro momento, porque, na literatura da medicina tradicional chinesa, não existe referência a essa patologia específica, cuja nomenclatura é tipicamente ocidental. A própria ansiedade é um fenômeno ainda insuficientemente compreendido mesmo no ocidente, pois, ao mesmo tempo em que apresenta sintomas específicos, ela própria pode ser entendida como sintoma de outras patologias.

E é a partir desse entendimento (da ansiedade como um sintoma) que é possível traçar paralelos entre o conhecimento ocidental e a acupuntura chinesa. comparando as sintomatologias descritas, é possível identificar o que os tratados clássicos chineses escreviam sobre o que atualmente se classifica de ansiedade, e, desse modo, realizar no ocidente o tratamento nos moldes descritos pelos princípios tradicionais da china.

 

O entendimento do fenômeno ansiedade pela ciência ocidental

A ansiedade há muito já foi identificada na ciência ocidental e bastante estudada pelas áreas da Psicologia, da psicanálise e da Medicina. A ansiedade não é considerada um fenômeno necessariamente patológico, e é mais bem entendida como uma função natural do organismo que permite que o mesmo esteja preparado ou que se prepare para responder da melhor forma possível a uma situação nova e desconhecida ou a uma situação já conhecida e interpretada como potencialmente perigosa. Entretanto, se a ansiedade atingir graus muito elevados e contínuos, ela pode ser considerada prejudicial ao organismo, pois fará com que este permaneça em constante estado de alerta, configurando então, uma situação patológica.

Na ciência ocidental, ainda não se sabe ao certo quais as causas para o surgimento da ansiedade, e, embora os estudos de base biológica estejam avançados, as melhores explicações ainda são as de base psicodinâmica (Kaplan, Sadok, & Greb, 1997). Para esses autores, ainda é possível fazer uma distinção entre uma ansiedade considerada normal e uma ansiedade patológica, e afirmam que a ansiedade apresenta qualidades de preservação da vida, pois alerta o indivíduo sobre uma possível ameaça interna ou externa. Nesse sentido, ela tem a função de preparar o indivíduo para que este se proteja de uma ameaça ou, em não conseguindo fazê-lo, que pelo menos diminua suas consequências.

Assim, a ansiedade está presente na vida de uma pessoa ao longo de toda a sua existência, e pode ser entendida como um acompanhamento normal das diversas mudanças que ocorrem na vida. Entretanto, tal fenômeno pode apresentar um caráter patológico quando surge como uma resposta inadequada, devido a sua intensidade ou duração, perante um determinado estímulo.

Quando a ansiedade se apresenta em uma intensidade ou duração elevada, não proporcional ao estímulo frente ao qual o indivíduo se encontra, é possível dizer que se está diante de um quadro patológico, de um transtorno de ansiedade. Em relação aos transtornos de ansiedade, o DSM-IV (2002) classifica 14 tipos diferentes de transtornos que podem ser enquadrados nessa categoria, sendo que, para este trabalho, é interessante destacar o transtorno de ansiedade generalizada, por ser esse o transtorno que apresenta sintomas mais próximos aos sintomas apresentados pela paciente objeto deste estudo. De acordo com o DSM-IV, o transtorno de ansiedade generalizada se caracteriza por:

…uma ansiedade ou preocupação excessiva (expectativa apreensiva), ocorrendo na maioria dos dias por um período de pelo menos 6 meses… O indivíduo considera difícil controlar a preocupação. A ansiedade e a preocupação são acompanhadas de pelo menos três sintomas adicionais, de uma lista que inclui inquietação, fatigabilidade, dificuldade em concentrar-se, irritabilidade, tensão muscular e perturbação do sono… embora os indivíduos com transtorno de ansiedade generalizada nem sempre sejam capazes de identificar suas preocupações como “excessivas”, eles relatam sofrimento subjetivo devido a constante preocupação, têm dificuldade em controlar a preocupação, ou experimentam prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes… A intensidade, duração ou freqüência da ansiedade ou preocupação são claramente desproporcionais à real probabilidade ou impacto do evento temido. (DSM-IV, 2002, p. 457)

Ainda sobre as principais características apresentadas nos transtornos de ansiedade, é interessante destacar Homes (1997), que indica que, nesses casos, os indivíduos apresentam sintomas específicos nos campos somático, motor, no do humor e no da cognição. Em relação aos sintomas de humor, o sofrimento advindo da ansiedade tem a característica de apresentar um sentimento constante de que o indivíduo será condenado por algo, ou que algo terrível irá acontecer; desse modo, o indivíduo pode apresentar sensações de tensão, medo, irritabilidade e depressão. Os sintomas cognitivos, por sua vez, dizem respeito à apreensão e/ou preocupação com uma possível condenação ou desastre que pode vir a ocorrer e que o indivíduo antecipa.

Os sintomas somáticos, de acordo com Homes, podem ser divididos em dois tipos; os primeiros podem ser chamados de imediatos, que podem ser boca seca, suor, respiração curta, sensações de tensão muscular, latejo na cabeça, pulso rápido e aumento de pressão sanguínea. Já os segundos são resultantes de um estado crônico de ansiedade, que pode debilitar o sistema fisiológico ocasionando fadiga geral, sofrimento intestinal, fraqueza muscular, hipertensão e constantes dores de cabeça. Por fim, os sintomas motores dizem respeito à impaciência e à inquietação que indivíduos em estados ansiosos podem apresentar, sendo comum que pessoas nesse estado emitam rápidos e repetidos movimentos com dedos, pés ou pernas ou respostas de susto muito exageradas a estímulos como ruídos ou presença súbita de pessoas.

 

Compreensão do fenômeno ansiedade pelo referencial teórico da medicina tradicional chinesa – acupuntura

A palavra ansiedade é uma palavra ocidental que se refere a um estado somato-psíquico descrito pela Psicologia e pela Medicina ocidentais. Nesses termos, a terminologia ansiedade não é uma terminologia oriental, portanto, na literatura clássica da Medicina Tradicional chinesa (MTC), é impossível encontrar descrições de tratamentos para ansiedade. Aliado a isso, na MTC, não existe separação entre mente, corpo e espírito, portanto, não existem classificações de doenças ou distúrbios exclusivamente psicológicos ou psiquiátricos, como ocorre no ocidente, como, por exemplo, no caso de transtornos de ansiedade.

Entretanto, de acordo com Ling-Shu (1995), na MTc, existe uma classificação de doenças nas quais se enquadram as patologias que apresentam maior sintomatologia psíquico/ emocional, as chamadas dian-kuang, que podem ser traduzidas por perturbações mentais. Nas dian-kuang, porém, estão enquadradas as patologias mais severas, o que, no ocidente, pode ser traduzido por psicoses. Assim sendo, distúrbios menos intensos, como, por exemplo, estados ou transtornos de ansiedade, não poderiam ser classificados como patologias dian-kuang

Nessa perspectiva, autores como campiglia (2004) e Auteroche e Navailh (1992) entendem que fenômenos como a ansiedade são sintomas (assim como no ocidente) de distúrbios de outra ordem. Aliado a isso, como na MTc não existe separação entre corpo, mente e espírito, uma desarmonia em um dos cinco principais órgãos do corpo (na perspectiva chinesa: coração, baçopâncreas, pulmão, rins e fígado) ocasionará automaticamente um desequilíbrio nos aspectos mentais e espirituais desses órgãos, chamados respectivamente de shen, hun, po, yi e zhi.

Nessa perspectiva, como a ansiedade é sintoma de uma desarmonia, ela pode ser sintoma de desequilíbrio de qualquer um desses aspectos, sendo, porém, mais marcadamente considerada um distúrbio do shen, que significa espírito (Campiglia, 2004), ressaltando-se que, para os chineses, o espírito reside no coração. Esse espírito não fica preso no coração, mas circula por todo o corpo, garantindo a vitalidade e a consciência, regulando o humor e a sensação de bem-estar no mundo, como destaca Campiglia (2004):

O Shen aloja-se no coração. O coração é o órgão que funciona como receptáculo das funções ativas da consciência, ele abriga ou expressa sentimentos, emoções, desejos mais profundos, imaginação, intelecto e memória dos eventos passados. como um copo ou cálice, o coração contém o sangue e o Shen, que são seu conteúdo, seu vinho sagrado… Ou seja, ao se alojar no coração, o Shen não está em um lugar fixo, mas circula como o sangue nos vasos. Ele está em todo o corpo, pois o sangue dos vasos irriga tudo, da pele aos olhos. O Shen é, portanto, uma atividade dinâmica que está na essência do coração. Adquire-se e desenvolve-se a consciência interagindo com o mundo e com os próprios órgãos e o Shen está presente em cada um deles. (p 92)

Assim, para os chineses, um distúrbio no coração corresponde automaticamente a uma desarmonia no espírito. A ansiedade, então, pode ser entendida como o resultado de uma desarmonia do espírito, seja por uma situação de excesso, insuficiência ou estagnação de qi (energia) ou xue (sangue) no coração ou em outros órgãos que acabam afetando o coração. Essa situação de excesso, insuficiência ou estagnação pode ser causada pelos seis fatores patogênicos externos, vento, frio, calor, umidade, secura e fogo; pelos sete fatores internos, alegria, raiva, tristeza, pesar, preocupação, medo e pavor, ou pelos fatores nem internos nem externos, como a alimentação, os traumas, o excesso de trabalho, de exercícios físicos ou de relações sexuais (Campiglia, 2004; Chonghuo, 1993). Embora não existam na literatura clássica da MTc referências específicas ao fenômeno ansiedade, a não ser como um sintoma de distúrbios nos cinco órgãos, mais preponderantemente no coração, já existem autores modernos, como Ross, que traçam um paralelo mais direto entre as terminologias ocidental e oriental. Para Ross (2003, p. 461), a ansiedade “pode ser definida como um estado subjetivo desagradável e inquieto de tensão e apreensão, no qual é difícil relaxar ou encontrar calma e paz”.

Tomando como base o princípio chinês da indissociabilidade entre corpo, mente e espírito e da relação entre os cinco órgãos, Ross (2003) também enfatiza que a ansiedade é causada por uma perturbação do sistema do coração. O autor acrescenta que o surgimento de distúrbios de ansiedade está relacionado constantemente a um desequilíbrio entre os sistemas do coração e do rim: “A ansiedade do coração está baseada no medo do rim, com sentimentos característicos de apreensão, do medo de que algo terrível aconteça. A ansiedade pode então vir combinada de sobressaltos e receio, com sinais físicos como tremor, freqüência urinária ou intestinos soltos” (Ross, 2003, p. 464).

De acordo com o autor, a ansiedade é o resultado de um distúrbio do shen, é um sintoma que indica que o espírito não está conseguindo se mover de modo adequado pelo corpo. Nesse sentido, Ross (2003, p. 465) afirma que, na perspectiva chinesa, existem pelo menos três tipos diferentes de ansiedade, de acordo com a situação que a originou:

Ansiedade por excesso: “…O fogo fleuma do coração é uma forma de excesso que pode levar à ansiedade e à confusão de pensamento, linguagem e comportamento. consiste, essencialmente, em fleuma, decorrente da deficiência do baço, em combinação com o fogo do coração. Pode surgir de um estresse emocional ou do excesso de fumo, do álcool e de alimentos gordurosos, com falta de exercícios físicos”.

Ansiedade por estagnação: “A estagnação pode dar origem ao distúrbio do movimento. A estagnação do qi do coração e do qi do fígado, por exemplo, decorrentes da estagnação emocional, podem levar ao distúrbio do espírito do coração e à hiperatividade do yang do fígado, levando à ansiedade. A estagnação do qi pode resultar em acúmulo de fleuma, que pode perturbar a livre circulação do espírito, causando ansiedade”.

Ansiedade por deficiência: “a ansiedade aumenta quando a energia está reduzida, quando há deficiência por falta de sono e descanso, excesso de trabalho, estresse, doença e nutrição deficiente, além de outros fatores. A deficiência do qi do coração e do rim, do yin do coração e do rim, e do sangue do coração e do baço podem dar origem à ansiedade, já que o qi, o yin e o sangue são necessários para manter o espírito estável”.

(mais…)